Como a privação de sono afeta a saúde mental?
De acordo com o Tratado de Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o sono exerce um papel fundamental na regulação emocional. A qualidade do sono, e não apenas a quantidade de horas dormidas, influencia diretamente como nos sentimos e reagimos emocionalmente no dia seguinte.
Durante o sono, especialmente nas fases mais profundas e no sono REM, o cérebro realiza processos essenciais de restauração neural, regulação de neurotransmissores e processamento das experiências emocionais vividas ao longo do dia. Quando o sono é insuficiente ou fragmentado, esses mecanismos ficam prejudicados, aumentando a probabilidade de irritabilidade, ansiedade, tristeza, impulsividade e dificuldade de lidar com o estresse.
O Tratado da ABP também destaca que a privação ou má qualidade do sono pode reduzir a atividade de áreas cerebrais responsáveis pelo controle emocional, como o córtex pré-frontal, ao mesmo tempo em que aumenta a reatividade da amígdala, estrutura ligada às respostas emocionais intensas. Esse desequilíbrio ajuda a explicar por que, após uma noite mal dormida, emoções negativas tendem a surgir com mais facilidade e intensidade.
Cuidar do sono, portanto, é cuidar da saúde mental. Rotina regular, ambiente adequado, redução do uso de telas à noite e atenção aos sinais de distúrbios do sono são atitudes que contribuem não apenas para noites melhores, mas também para dias emocionalmente mais equilibrados.
Fonte: Tratado de Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria. www.abp.org.br

